Por uma cultura do acolhimento

O papa Francisco já se pronunciou inúmeras vezes sobre a questão do aborto e a dignidade da vida humana desde a sua concepção. Recorto, aqui, alguns trechos importantes da Exortação Apostólica Amoris Laetitia,  que podem nos ajudar a discernir melhor e mais profundamente sobre o sentido de se defender o valor da vida e a dignidade de todas as pessoas, desde o ventre materno. Desejo que também nos ajudem a viver e promover uma ética do acolhimento, do cuidado e do amor para com todos, sem distinção. Boa leitura!

“É tão grande o valor de uma vida humana e inalienável o direito à vida do bebê inocente que cresce no ventre de sua mãe, que de modo nenhum se pode afirmar como um direito sobre o próprio corpo a possibilidade de tomar decisões sobre esta vida que é fim em si mesma e nunca poderá ser objeto de domínio de outro ser humano.” (AL 83)

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“Grávida outra vez??” As perguntas mais frequentes sobre a minha maternidade

Para além dos comentários, que sempre ouvimos, sobre nossa escolha de ter tantos filhos quanto pudermos (por exemplo: “Nossa! Que coragem!”, “Vocês levam mesmo a sério a Bíblia, hein!”, “Que loucura! Ter tantos filhos nos dias de hoje…” etc), existem várias perguntas que as pessoas me fazem sobre a minha maternidade, algumas mais, outras menos discretas. Resolvi escrever aqui algumas delas e compartilhar minhas respostas com quem possa se interessar:

1. São todos seus? / São todos irmãos? / “É tudo” do mesmo pai?

Sim! Sim! Sim! Na verdade, não somente meus… são nossos! São o grande DOM do nosso matrimônio. São frutos do nosso amor! Geramos juntos, no Amor, e criamos juntos, graças a Deus! Compartilhamos a vida, as responsabilidades, o cuidado, a educação e a alegria por tê-los em nossas vidas. O amor compartilhado se multiplica! E essa é a alegria do amor: transbordar para além de si e gerar vida e fraternidade!

2. Foram todos planejados? / Vocês queriam tantos filhos? / Seu marido também queria?

Nós escolhemos estar abertos à vida e acolher quantos filhos Deus quiser nos confiar. Aliás, prometemos isso publicamente, no altar. Antes de casar, tínhamos 4 nomes já escolhidos. Depois, escolhemos mais dois, e depois outro ainda. E eles foram vindo! E foi sempre uma grande alegria para nós, mesmo em meio ao cansaço e às preocupações, cada gestação e cada nascimento foi celebrado, na certeza da Vontade de Deus se realizando em nossa família. O nosso planejamento não é o número ou o espaçamento entre os filhos, mas a abertura e o acolhimento deles. Quando eu estava grávida do primeiro, sempre dizia – em tom de brincadeira, mas com grande desejo – que aquele era “o primeiro de uma multidão de irmãos”! E parece que esse era também o desejo de Deus.

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Maternidade Real

Nunca tive uma ideia muito romântica acerca da maternidade. Desde pequena, como tantas meninas, eu sonhava em ser mãe, mas intuía que a maternidade tinha sabor de sacrifício. O amor da minha mãe por mim, certamente, era uma inspiração: amor intenso e forte, na fragilidade da condição humana de uma mulher sem marido, e que, corajosamente, abriu mão da carreira profissional para se entregar à experiência da maternidade, amando a sua filha com todas as forças da sua existência. Ela conta que o sonho da vida dela era esse: ter alguém para amar sem medidas. Ao cuidar de mim e me educar, ela também crescia e se humanizava, até se tornar uma gigante na arte do sacrifício da vida cotidiana.

No meio desse caminho, ela encontrou um grande amor, aliás, encontrou o próprio Amor, e se descobriu amada incondicionalmente por Ele. Isso mudou tudo. Deu um novo sentido à sua história e à sua maternidade. A fez entender que o amor materno é um grande DOM que brota da fonte do Amor, aquele Amor que é fonte de todo amor verdadeiro. Ela entendeu que o amor nos é possível porque Ele nos amou primeiro. E passou a me educar nessa experiência de fé e confiança no Amor, que nos amou até às últimas consequências. Certa vez, ela me confessou que, embora me amasse tanto, o amor dela era limitado e imperfeito – como todo amor humano – e que só Deus me amava em plenitude. Eu, que era ainda criança, fiquei um tanto chocada com esse anúncio. Mas foi, sem dúvida, um anúncio libertador, uma boa nova que ainda hoje me ajuda a ordenar a vida.

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